Universidade Federal de Minas Gerais
Arquitetura e Urbanismo
Sobre os três primeiros capítulos do livro “Filosofia da caixa preta” de Vilém Flusser, as ideias que mais chamaram atenção foram o entendimento das imagens como uma transformação de quatro dimensões em representações bidimensionais e a capacidade humana de abstração, análise, baseando-se na codificação e decodificação de símbolos e de forma subjetiva. Porém, esse olhar que vagueia pelas imagens e cria uma interpretação conotativa, se opõe ao tempo linear da escrita, que surge para romper a alienação causada pela idolatria das imagens. No entanto, a escrita também distancia o homem do mundo concreto, promovendo uma dialética entre textos e imagens que permeia a história ocidental. Essa relação gerou crises como a idolatria e a textolatria, ambas formas de alienação. As imagens técnicas, como a fotografia, surgem em um contexto pós-industrial e são abstrações de terceiro grau, aparentando objetividade, mas, como as tradicionais, necessitam ser decifradas. Diferem das imagens tradicionais por serem produtos de aparelhos, e sua programação e capacidade de manipulação simbólica colocam o poder nas mãos de quem controla esses dispositivos, em vez de na posse de objetos.
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